{titleflag:br}UTRESA DENUNCIADA POR MAIS UM CRIME E É INVESTIGADA POR RECEBER LIXO TÓXICO DO EXTERIOR
A empresa Utresa, de Estância Velha, causadora do maior crime ambiental nas ultimas décadas no Rio Grande do Sul, que causou a mortandade de quase 90 toneladas de peixes no Rio do Sinos, e seu proprietário, o empresário e engenheiro bioquímico Luiz Ruppenthal, foram denunciados à Justiça estadual, nesta segunda-feira, pela prática de mais um crime ambiental. A denúncia foi apresentada pelo promotor Paulo Eduardo de Almeida, de Estância Velha. Uma testemunha, mantida em segredo, testemunhou na Justiça que transportava para a Utresa cargas tóxicas, contendo produtos como o formol, que não aparecia no manifesto de carga da transportadora. Essa testemunha disse à Justiça que o próprio proprietário da Utresa, Luiz Ruppenthal, ensinava como deveria ser completa a nota falsa de transporte de mercadoria para a empresa, que deveria dar destino final à carga tóxica.
A mesma testemunha disse que viu, na área da Utresa, caminhões com placas do Uruguai e do Paraguai. O Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul está investigando as informações de que a Utresa recebia lixo tóxico vindo do Exterior, transportado por contêineres, que eram desembarcados nos portos de Montevidéu e Rio Grande.
Há uma forte suspeita de que até lixo nuclear tenha sido enviado da Europa para a Utresa.
O advogado de Ruppenthal, Fernando Couto, que administra a Utresa, diz que não foi encontrado nenhum indício da entrada de produto tóxico de outro país. Só faltava a Utresa colocar plaqueta avisando onde estava depositado o lixo tóxico do Exterior. Os promotores devem estudar o afastamento judicial de Fernando Couto da direção da empresa, pela sua interferência contra o desenvolvimento do processo judicial. Foi ele que entregou ao ex-presidente da Fepam, Renato Lauri Breunig, demitido na semana passada pela governadora Yeda Crusius, o conjunto de e-mails trocados entre Ruppenthal e o ex-diretor técnico da Fepam, Jackson Muller. Com base nessa violação constitucional de correspondência, Breunig montou o dossiê que levou até a Procuradora de Justiça Silvia Capelli, conforme relatado por Videversus na edição desta segunda-feira (26/02/2007). Com base nesse dossiê fabricado por Fernando Couto, conforme declarações dadas pelo próprio Breunig ao Ministério Público, ficou "montado oficialmente" o dossiê com o qual ele coagiu Jackson Muller à demissão na Fepam (conforme declarações deste ao Ministério Público de Novo Hamburgo). Breunig foi demitido porque, além de coagir uma testemunha de acusação e interventor judicial na Utresa, também foi advogado desta empresa em ação contra o Tesouro do Estado, em período de tempo paralelo ao do exercício de sua presidência e também quando foi coordenador jurídico da Secretaria Estadual do Meio Ambiente durante o governo Germano Rigotto.
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