viernes, 04 de julio de 2008

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BRASIL - MST: Lutamos também para educar Imprimir E-Mail
Enviado por MST - Movimento Trabalhadores Rurais Sem Terra   
miércoles, 09 de abril de 2008

Almerinda Marques, com seus 48 anos, diz que passou a enxergar o mundo. Vilma Pereira da Silva, hoje aos 50 anos, diz que faz algo que na cidade não teve oportunidade de fazer: estudar. Ambas são trabalhadoras Sem Terra. Ambas vivem em acampamentos, uma em Minas Gerais e outra no Paraná. Ambas vislumbram novas perspectivas e culpam o MST por isso.

Saber ler e escrever é direito de todos, e não privilégio de poucos. Durante nossos 24 anos de existência, tal pensamento foi seguido à risca. Resultado: Almerinda Marques, Vilma Pereira da Silva e outras 200 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos, não sabem apenas ler e escrever, são escolarizadas.

Neste ano, nosso setor de educação completa 20 anos e soma gordos números às conquistas do movimento. Hoje, mais de 2000 escolas de ensino básico, 38 de ensino médio e mais de 4 mil educadores, são frutos do trabalho do movimento. Nas escolas, educandos e educadores utilizam materiais produzidos pelo próprio setor, com conteúdos referenciados na vivência e nos costumes dos educandos de cada região do país, que facilitam a aprendizagem e aproximam acampados e assentados ao mundo das letras, a partir de suas demandas do dia-a-dia.

Do desafio de garantir educação no campo, principalmente durante as lutas, surgiram outras inovações importantes, como as Escolas Itinerantes. Dos 24 estados onde fazemos a luta pela Reforma Agrária, temos Escolas Itinerantes legalmente aprovadas e reconhecidas pelo Conselho Estadual de Educação em cinco deles, sendo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Alagoas. Dois outros estão em processo de legalização, Pernambuco e Piauí. São 32 escolas, 277 educadores e 2.984 educandos envolvidos num processo educativo permanente.

Com a realização de tantos projetos bem sucedidos, não temos a intenção de substituir o papel do Estado na tarefa de universalizar o ensino. Pelo contrário. Fazemos isso para exigir políticas públicas efetivas, mas, sobretudo, pressionar fazendo e mostrando que é possível ser feito quando há vontade política para tal, como acontece com a ocupação de terras.

Mas nada de céu de brigadeiro. As tantas conquistas foram obtidas a duras penas e ainda é árdua a luta para que o Estado cumpra seu dever constitucional e garanta investimento público para programas de educação em áreas de Reforma Agrária. Além disso, os recursos destinados à promoção da educação do campo são insuficientes para o custeio de várias demandas, como gastos com alimentação e transporte dos alunos.

Mesmo assim, e motivados pela certeza de um trabalho exemplar, seguiremos lutando munidos de coragem e saber, não só por terra para quem nela trabalha, mas também por dignidade. É preciso romper as cercas que impedem o povo de estudar e construir seu próprio destino.

Secretaria Nacional do MST

 
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Clara Busca a Victoria

Enviado por Clara Petrakos

Mi hermana nació entre el 8 y el 13 de abril de 1977 en Banfield, provincia de Buenos Aires.

Fue arrebatada de los brazos de nuestra madre.

Puede tener cualquier nombre, apellido y fecha de nacimiento.

Todos los organismos que corresponde: nacionales, internacionales y la justicia conocen esta búsqueda que ya lleva 31 años. Mi hermana no, por favor reenvía este pedido por mail a todos tus contactos.

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Clara busca a Victoria ...

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Laura Busca a Mariana

Por favor reenviá este e-mail para que Laura pueda encontrarse con su hermana. Ayudanos a buscar a Mariana!

Querida Hermana:

Soy Laura, hija de Nora Susana La Spina y Jorge Nestor Cena. Nuestros padres fueron secuestrados por la dictadura militar entre el 15 y 20 de Noviembre de 1976 en La Plata, en calle 34 entre 13 y 14. Mamá estaba embarazada de vos y esa misma noche naciste en una comisaría. Tres días pasaste con ella, mamá te puso el nombre de Mariana, que es tu verdadero nombre. Luego te llevaron y nunca más supimos nada de tu paradero. Nuestros padres están desaparecidos. Yo te busco desde hace años, sos mi única hermana y mi deseo es que estemos juntas. Quiero que sepas que tenés una familia que te espera y te ama, y a pesar de que nunca te vimos sabemos que estás viva. Ojalá que si alguien sabe algo de vos nos ayude a encontrarte.

 

 

 

 Laura Busca a Mariana

Si hay algún dato, por mínimo que sea, por favor escribir a

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Muchas gracias.

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