viernes, 10 de octubre de 2008

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BRASIL: Morre Julieta Petit. Nunca desistiu de encontrar os filhos desaparecidos Imprimir E-Mail
Enviado por Cristina MIHURA   
miércoles, 18 de abril de 2007
{titleflag:br}- Morre Julieta Petit, a mãe dos três irmãos guerrilheiros, 17-04-2007, Bom Dia, Bauru, Brasil
- Julieta Petit fica ao lado da filha, 18-04-2007, Bom Dia, Bauru, Brasil

Bom Dia, Bauru, Brasil (17-04-2007)

Morre Julieta Petit, a mãe dos três irmãos guerrilheiros

A costureira Julieta Petit da Silva morreu ontem, aos 86 anos, em Presidente Prudente. Ela sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) há 15 dias e não resistiu.

Mulher simples e doce, Julieta foi protagonista de um triste episódio da história brasileira.

A costureira perdeu três filhos - Lúcio, Jaime e Maria Lúcia - na Guerrilha do Araguaia, movimento de resistência à ditadura militar ocorrido na década de 70 e organizado pelo PC do B.

Maria Lúcia, a filha caçula, é até hoje a única guerrilheira a ter os restos mortais oficialmente reconhecidos. Ela foi sepultada no Cemitério Jardim do Ypê, em Bauru, em 1996, após um longo processo de identificação na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

“Foi uma mãe que viveu intensamente a dor dos filhos”, declarou ontem à noite o deputado federal José Genoino (PT), um dos sobreviventes da guerrilha.

Nos últimos anos ele manteve contato com a família Petit e admirava a costureira.

“Ela tinha esperança. Nunca esqueceu os filhos”, afirmou.

Julieta morou vários anos em Bauru. Aqui esperou a volta dos três filhos, que acreditava estarem escondidos da repressão militar. Após o fim da ditadura, eles não voltaram e a costureira soube que haviam morrido.

Ela conseguiu enterrar a filha mais nova, numa cerimônia emocionada, mas fazia questão de dizer que queria sepultar também os dois filhos.

Maria Lúcia morreu aos 22 anos, Lúcio aos 31 e Jaime aos 28.

Enterro

Julieta deixou dois filhos, Laura e Clóvis, e cinco netos. Atualmente ela morava em Presidente Prudente, perto do filho.

Abalado, Clóvis conseguiu falar pouco sobre a mãe no início da noite de ontem. “Está difícil”, disse.

O corpo da costureira é velado no Velório São Vicente e o enterro está previsto para hoje à tarde.

Julieta será sepultada no Cemitério Jardim do Ypê, ao lado da filha mais nova.


 

Bom Dia, Bauru, Brasil (18-04-2007)

Julieta Petit fica ao lado da filha

Julieta perdeu três filhos na guerrilha. Só conseguiu enterrar a mais nova, morta aos 22 anos, em 1972

Cristiano Zanardi/Agência BOM DIA

Emocionados, Clóvis e Laura se despediram ontem da mãe, a costureira Julieta Petit da Silva, a mulher que virou símbolo da luta pela identificação dos guerrilheiros mortos no Araguaia.

Julieta perdeu três filhos na guerrilha – Lúcio, Jaime e Maria Lúcia. Só conseguiu enterrar a mais nova, morta aos 22 anos, em 1972.

A costureira morreu anteontem, aos 86 anos, vítima de um AVC (acidente vascular cerebral). Foi enterrada em Bauru, no Cemitério Jardim do Ypê, no mesmo túmulo em que estão os restos mortais de Maria Lúcia.

Além da família, militantes políticos acompanharam o sepultamento.

Os irmãos Clóvis e Laura preferiram não dar declarações. Ele chorou muito. Ela disse que não tinha condições de falar sobre a mãe.

Mas Laura, professora em São Paulo, confirmou que Julieta esperou até o fim poder enterrar os dois filhos, até hoje não encontrados.

Maria Lúcia é a única militante do Araguaia identificada oficialmente pela Unicamp e sepultada.

Julieta Petit da Silva nasceu em Lençóis Paulista e viveu em Bauru de 1969 a 2002. Depois, mudou para Presidente Prudente.

Os três filhos mortos também nasceram na região – Lúcio, em Piratininga; Jaime, em Iacanga, e Maria Lúcia, em Agudos.

A guerrilha aconteceu na primeira metade da década de 70 e foi dizimada pela ditadura militar.

A costureira primeiro esperou pela volta dos filhos. Depois, ao saber que estavam mortos, lutou para conseguir encontrar os corpos e enterrá-los.

“Teve uma vida singular”, disse ontem, no cemitério, o ex-vereador Isaías Daibem (Psol). “Foi uma vida rica, que contribuiu para uma sociedade mais justa”.

Pedro Romualdo, presidente do PSB, cobrou a abertura dos arquivos secretos dos militares e lembrou que a costureira nunca desistiu de encontrar os filhos.

“Ela viveu uma história de resistência e espera”, disse a vereadora Majô Jandreice, do PC do B, partido que organizou a guerrilha.

“Conseguiu colocar a filha a seu lado. Faltam os outros dois”, concluiu Majô.

 
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Clara Busca a Victoria

Enviado por Clara Petrakos

Mi hermana nació entre el 8 y el 13 de abril de 1977 en Banfield, provincia de Buenos Aires.

Fue arrebatada de los brazos de nuestra madre.

Puede tener cualquier nombre, apellido y fecha de nacimiento.

Todos los organismos que corresponde: nacionales, internacionales y la justicia conocen esta búsqueda que ya lleva 31 años. Mi hermana no, por favor reenvía este pedido por mail a todos tus contactos.

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Clara busca a Victoria ...

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Laura Busca a Mariana

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Soy Laura, hija de Nora Susana La Spina y Jorge Nestor Cena. Nuestros padres fueron secuestrados por la dictadura militar entre el 15 y 20 de Noviembre de 1976 en La Plata, en calle 34 entre 13 y 14. Mamá estaba embarazada de vos y esa misma noche naciste en una comisaría. Tres días pasaste con ella, mamá te puso el nombre de Mariana, que es tu verdadero nombre. Luego te llevaron y nunca más supimos nada de tu paradero. Nuestros padres están desaparecidos. Yo te busco desde hace años, sos mi única hermana y mi deseo es que estemos juntas. Quiero que sepas que tenés una familia que te espera y te ama, y a pesar de que nunca te vimos sabemos que estás viva. Ojalá que si alguien sabe algo de vos nos ayude a encontrarte.

 

 

 

 Laura Busca a Mariana

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