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ARGENTINA: Brasil foi informado sobre golpe militar argentino Imprimir E-Mail
Enviado por MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS   
martes, 20 de marzo de 2007

{titleflag:br}Agencia REUTERS

Brasil foi informado sobre golpe militar argentino

No dia 12 de março de 1976, um telegrama secreto chegou ao Itamaraty, vindo de Buenos Aires, avisando sobre o acontecimento que dias depois marcaria a história argentina: o golpe militar contra a viúva do general Juan Domingo Perón, Isabelita Perón. O despacho transcrevia uma conversa entre um alto funcionário da embaixada brasileira e o então chefe da inteligência naval argentina, na qual o argentino prevenia o brasileiro do golpe de Estado de 24 de março, para que o Brasil, na época uma ditadura militar, estivesse preparado.

Segundo uma série de telegramas revelados pelo governo brasileiro a pedido da Reuters, as Forças Armadas argentinas também avisaram o Chile com antecedência sobre o golpe. O Chile era governado havia mais de dois anos pelo regime militar instaurado por Augusto Pinochet.

"(Lorenzo de) Montmollín, declarando que estava expressamente autorizado pelo comandante-geral da Armada para fazê-lo, indicou as linhas principais do futuro regime que estava prestes a ser instalado no país", escreveu no telegrama o então embaixador do Brasil na Argentina, João Baptista Pinheiro.

Embora em 1976 não fosse grande segredo que o governo peronista estava com os dias contados, numa Argentina abalada por conflitos sindicais, pelo caos econômico e pela ação de guerrilheiros de esquerda e milícias de ultradireita, esta é a primeira vez que são reveladas provas do fato de os militares argentinos terem avisado outros países com antecedência sobre o golpe.

O golpe militar inaugurou uma grande caçada à oposição e o combate à guerrilha à margem da lei, com ações como sequestros, tortura e reclusão de detidos em campos de concentração. "Montmollín comentou que já tinham feito o governo chileno sentir que era preferível que o Chile "não estivesse entre os primeiros" a reconhecer o novo regime, havendo as autoridades chilenas manifestado perfeita compreensão da sugestão argentina", afirmava o telegrama secreto.

O argentino justificara o pedido assegurando, segundo o documento, que o novo regime militar reprimiria a oposição, "mas com o cuidado necessário para evitar a repressão ostensiva e violenta, para não sofrer uma campanha internacional como a que se deflagrou contra o Chile". A repressão à guerrilha esquerdista e à oposição deixou na Argentina um saldo de entre 9.000 e 30.000 mortos, segundo estimativas diversas.

Coordenação

Os telegramas revelaram também que, depois do golpe, Pinheiro comunicou ao governo brasileiro o início da cooperação entre Argentina e Paraguai para eliminar a guerrilha e perseguir opositores, num esboço do que logo se tornaria a "Operação Condor".

Essa operação, para reprimir os opositores, envolveu os governos de Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Menos de um mês depois de assumir o poder, dois generais do Exército argentino, Ramón Genaro Díaz Bessone e Cristino Nicolaides, viajaram a Assunção para se reunir com o então ditador paraguaio, Alfredo Stroessner.

A visita "buscou assegurar às autoridades paraguaias que o governo argentino está mais que nunca empenhado em aniquilar a subversão, eliminando inclusive os focos guerrilheiros situados na área fronteiriça dos dois países", indicou um documento com a data de 23 de abril de 1976.

A cooperação entre as ditaduras para a repressão e o aviso dos militares argentinos ao Chile sobre os planos de golpe não impediram que Argentina e Chile ficassem à beira de uma guerra em 1978, por causa de um conflito sobre as fronteiras.

Neoliberalismo

Os documentos mostraram também que o governo militar brasileiro previu com precisão o rumo econômico que a ditadura argentina provocaria.

No dia 1o. de abril de 1976, um dia antes de o então "czar econômico" argentino, José Alfredo Martínez de Hoz, anunciar seu plano econômico para o país, Pinheiro enviou um telegrama confidencial a Brasília classificando as políticas a ser implantadas de "neoliberalismo".

Logo depois da divulgação do plano, que em poucos anos arrasou a indústria local, o diplomata brasileiro informou ao Itamaraty que a política econômica argentina teria como "grandes sacrificados" a "pequena empresa e o setor assalariado," para favorecer grandes empresas multinacionais.

Reuters

 
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Clara Busca a Victoria

Enviado por Clara Petrakos

Mi hermana nació entre el 8 y el 13 de abril de 1977 en Banfield, provincia de Buenos Aires.

Fue arrebatada de los brazos de nuestra madre.

Puede tener cualquier nombre, apellido y fecha de nacimiento.

Todos los organismos que corresponde: nacionales, internacionales y la justicia conocen esta búsqueda que ya lleva 31 años. Mi hermana no, por favor reenvía este pedido por mail a todos tus contactos.

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Clara busca a Victoria ...

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Laura Busca a Mariana

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Soy Laura, hija de Nora Susana La Spina y Jorge Nestor Cena. Nuestros padres fueron secuestrados por la dictadura militar entre el 15 y 20 de Noviembre de 1976 en La Plata, en calle 34 entre 13 y 14. Mamá estaba embarazada de vos y esa misma noche naciste en una comisaría. Tres días pasaste con ella, mamá te puso el nombre de Mariana, que es tu verdadero nombre. Luego te llevaron y nunca más supimos nada de tu paradero. Nuestros padres están desaparecidos. Yo te busco desde hace años, sos mi única hermana y mi deseo es que estemos juntas. Quiero que sepas que tenés una familia que te espera y te ama, y a pesar de que nunca te vimos sabemos que estás viva. Ojalá que si alguien sabe algo de vos nos ayude a encontrarte.

 

 

 

 Laura Busca a Mariana

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